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Minas Gerais é o Estado que menos testa para Covid-19 no Brasil

Para especialistas, falta de dados atrapalha na formulação de ações mais eficazes contra a pandemia

Minas Gerais é o Estado que menos realiza testes para verificar a infecção pelo novo coronavírus no país. A proporção é de cerca de 155 exames para cada 100 mil habitantes, menos da metade do que é realizado no Rio de Janeiro, apontado pelo levantamento como o segundo Estado que menos realiza as testagens, com 318 feitos na última segunda-feira para o mesmo contingente habitacional.

Segundo dados do boletim epidemiológico da Covid-19 divulgado ontem pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), já foram realizados 33.427 exames laboratoriais para identificar a doença. No dia 22 de maio, 8,3% dos testes retornavam com resultado positivo para Covid-19. Ontem, 15% apontavam a infecção pelo novo coronavírus. Proporcionalmente, nesse período, houve um aumento de 47% nas testagens. 

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Na avaliação do infectologista Unaí Tupinambás, a testagem em larga escala é o princípio básico no enfrentamento de qualquer processo infeccioso, uma vez que fornece números reais para que sejam analisadas as melhores ações dentro do contexto. 

“A partir de dados mais fidedignos, podemos planejar leitos e até a abertura (do comércio). Sem saber o tamanho do problema, a gente anda no escuro; o teste é uma lanterna que mostra o caminho para a normalidade”, considera.

Na liderança do ranking está o Estado do Amapá, que realizou 4.433 testes para cada 100 mil habitantes. Os dados são de um levantamento do G1 da última segunda-feira. 

 

 

Justificativas

O secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, atribuiu a falta de testes à distribuição feita pelo Ministério da Saúde. Dados do órgão federal mostram, porém, que Minas Gerais foi o quinto Estado com mais testes PCR recebidos, sendo 165.640 até a última segunda-feira. Desse total, o Estado usou apenas 9,2%. Em número de testes rápidos, por sua vez, é o segundo colocado entre os maiores envios do ministério, com 783.960 unidades, atrás apenas de São Paulo, com mais de 1,6 milhão. 

Amaral ainda negou qualquer intenção do Estado em ampliar as prioridades para os testes PCR, destinados principalmente aos pacientes em estado grave ou do grupo de risco para a doença, profissionais da saúde e outros grupos considerados sentinelas. 

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